quinta-feira, 24 de junho de 2010

VLT de Santos terá seis estações


22/06/2010 - A Tribuna - SP

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que cortará Santos, do José Menino ao Macuco, contará seis estações de embarque e desembarque de passageiros. Os pontos já estão definidos em um esboço em poder da Prefeitura e integram os estudos que visam a permuta de área do Município com outra do Estado.

Quatro das seis estações ficarão ao longo da Av. Francisco Glicério. Ainda fora da via, a primeira delas atenderá ao fluxo próximo ao Orquidário Municipal, entre as ruas Alfredo Ximenes e Gaspar Ricardo.
As estações seguintes, já na Francisco Glicério, ficarão na altura das avenidas Pinheiro Machado (Canal 1); Bernardino de Campo (Canal 2); Ana Costa e Conselheiro Nébias.

O sexto e último ponto de embarque e desembarque do VLT no Município ficará próximo ao cruzamento com a Rua 28 de Setembro, no Macuco, nas proximidades do campus do Centro Universitário Lusíada (Unilus). No local, a linha férrea passa entre imóveis, depois que deixa as margens da Francisco Glicério, em direção ao Porto de Santos.
De acordo com o presidente da CET, Rogério Crantschaninov, haverá ainda o terminal dos trens, uma área para manobras próxima a Rua João Guerra, também no Macuco, onde será instalado o Centro de Controle Operacional (CCO).

A ideia é lançar o edital de concorrência do Sistema Integrado Metropolitano (SIM) ainda neste ano. Antes, o projeto de permuta de áreas entre Estado e Prefeitura deverá ser submetido à Câmara.
Conforme Crantschaninov, o SIM deverá extinguir 100 linhas de ônibus intermunicipais, ou 23% do total. O preço da tarifa deverá ser o mesmo do VLT e será possível integrar os dois modais. Entretanto, não haverá terminais exclusivos com este fim, sendo necessário o usuário recorrer a pontos de ônibus próximos às estações de embarque dos trens.

Estado faz exigência para implantar VLT


20/06/2010 - Jornal A Tribuna

O Governo do Estado condicionou a realização da concorrência pública internacional para escolher o consórcio que vai implantar o Sistema Integrado Metropolitano (SIM) de transportes de Veículo Leve sobre Trilho (VLT) à cessão oficial das áreas em Santos e São Vicente onde serão assentados os trilhos.
Em São Vicente, a área a ser utilizada é ocupada pelos trilhos do antigo ramal da Sorocabana, já pertencente ao Estado de São Paulo, estando sob administração da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
Em Santos, segundo o prefeito João Paulo Papa, a cessão está em fase adiantada. A Câmara autorizou na última semana um convênio de troca de áreas públicas na Avenida Francisco Glicério com as pertencentes ao Estado, por onde passam os antigos trilhos, no trecho entre as proximidades do Canal 1 e a Rua Osvaldo Cruz.
Projetada pela Prefeitura, a reurbanização da Avenida Francisco Glicério vai facilitar a implantação do futuro projeto VLT, no canteiro central.
A troca permitirá a substituição da pista Ponta da Praia-José Menino pela faixa onde hoje estão os trilhos da malha ferroviária. Neste trecho, o VLT circularia no canteiro central da avenida, enquanto os carros passariam a usar a área onde está a linha férrea a ser removida.
Segundo o prefeito, o próximo passo será mandar projeto de lei à Câmara para estabelecer a política tarifária desse sistema, que terá integração com os ônibus das linhas regulares.
O SIM vai incluir ônibus urbanos e Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Interligará Santos e São Vicente. A primeira a fase (entre a Ponte A Tribuna, em São Vicente, e o Macuco, no Porto de Santos - 11 quilômetros) está orçada em R$ 408 milhões.
As etapas subsequentes preveem a integração dos trechos entre a Avenida Conselheiro Nébias e a Ponta da Praia; Terminal Porto ao Terminal Valongo e Ponte dos Barreiros ao Terminal Tatico, em Praia Grande.
Cada composição será capaz de transportar até 356 passageiros. Com 2,40 metros de largura e 40 de comprimento, poderá atingir a velocidade de 60 km por hora em vias segregadas e 30 km por hora em travessias de ruas e avenidas. Com o SIM, 15 das 30 linhas intermunicipais de ônibus serão suprimidas. A outra metade terá itinerários reduzidos.
A Empresa Metropolitana de Transportes Públicos (EMTU) prevê que haja uma interação física e tarifária entre o VLT e os ônibus municipais e intermunicipais. De acordo com a empresa, o objetivo é manter os atuais valores das passagens.
O Sistema Integrado Metropolitano é uma parceria público-privada, pela qual o Estado concede à iniciativa privada a autorização para implantar um serviço, remunerando-se mediante a cobrança de tarifas. O modelo de Parceria Público Privada (PPP) será decidido após apresentação ao Conselho Gestor das PPPs.